Diante de barbaridades que vemos acontecer em nossas escolas, é comum escutarmos: "- No meu tempo não era assim!" "-As crianças de hoje estão diferentes..." Mas na prática pouco se faz para reverter essa situação além de lamentar ou criar explicações baseadas em recortes e fragmentos de diversas pesquisas na área da psicologia ou psiquiatria, que acabam servindo apenas para justificar os prováveis motivos de comportamentos desviantes, sem na verdade, resolver a situação instalada em nossas escolas, criando crianças vítimas e cada vez mais crianças e jovens atores de violência, que aprenderam a manipular situações onde conseguem ficar impunes de atos que deveriam ser considerados como abusivos. E ficam impunes para terem mais força de fazê-los novamente. E o pior, justificados por uma errônea interpretação do Estatuto da Criança e do Adolescente realizado (explicado e orientado!) por profissionais que os envolve.
Mas quem realmente conhece o ECA? Será que as crianças e adolescentes que repetam algumas frases que alguém disse para eles que tem no ECA tem realmente domínio e proficiência para debaterem com adultos sobre as questões que o abrangem?
O que nós, professores e demais profissionais estamos ensinando?
Onde no Estatuto está escrito que a criança e o adolescentes podem tudo o que eles quiserem? E se o que eles quiserem for ilícito e inconstitucional?
Marcia Jacob Vieczorek
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